Hoje estou com um nó na garganta e com o coração menor, beeem menor que uma ervilha, de tão apertado!
Acredite que EU, sim querida mamãe...a mãe presente, preocupada, que dorme com um olho aberto e outro fechado velando por minha pequena, cometi uma terrível falha: estávamos eu e minha Baby princesa descendo felizes no elevador de nosso prédio rumo a escola. Constatei que tinha em esquecido de um acessório que precisava entregar a professora da Malú e subimos novamente. Tirei-a do elevador e pedi que esperasse do lado de fora, entrei rapidamente na sala de casa para pegar o que precisava (dei uns 5 passos para isso, coisa de segundos, milésimos de segundos) e quando retornei: a porta do elevador se fechou com Malú dentro.Desci correndo e nada, tudo bem moro no 2º andar, não foi nada demorado, mas ouvir minha pequena chorando, berrando, me chamando beeem alto, me fez enlouquecer e para piorar enquanto eu apertava os botões para que ela chegasse até a mim, ela também os apertava lá de dentro do elevador. Todos estávamos desesperados (eu, mamãe e meu marido) até que por sorte, um vizinho entrou no elevador e a trouxe até o andar onde nós estávamos. Como se não bastasse o tal elevador vive dando defeito, já ficamos presas, eu, a bebê e minha irmã,dentro dele, o que me fez enlouquecer ainda mais.
Passei o dia todo mal, ainda estou meio que em choque.Como pude confiar que ela não entraria lá, não apertaria todos aqueles botões?! Como pude ser tão inconseqüente? E ela, que ser abençoado! Ainda em prantos me fala: -"Mamãe, não entendi o que aconteceu, a porta abriu e você não estava lá!"
Pedi desculpas um zilhão de vezes, disse que não fiz por mal, que a tirei do elevador e que pedi para me esperar, que ela não deveria ter entrado e muito menos apertado o botão. Claro que falei isso para tentar tirar um pouco do peso da tonelada sobre as minhas costas... agora carrego o pior peso de todos: a culpa!
E como somos humanos, sou uma mãe imperfeita como qualquer outra, que se esforça ao máximo para que tudo dê certo e comete falhas bem debaixo do próprio nariz. Agora, me resta agradecer a Deus por tudo ter acabado bem. Mas se desculpar com a filha depois de mil vezes e ouvir: "-Mamãe, tá tudo bem. Foi um acidente, você não fez de propósito" de uma criança de 2 anos e 7 meses, me faz pensar que minha filha apesar da pouca idade já se demonstra caridosa em relação ao mal estar e desespero alheio. Tomara que quando ela for mãe, cometa menos erros e seja bem mais perfeita que eu!
Acredito que todas as mães precisam ler esse livro. São relatos verdadeiros de mães que passaram por diversas situações onde cometeram falhas. O livro narra como elas conseguiram através do instinto materno e do amor de seus filhos reverter as situações, curiosas, conflitantes, perigosas que seus erros às fizeram vivenciar.
Beijos da mãe a qual o relato tardou para ser publicado no livro, Kethlen
